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Projeto

AFRID
 
Atividades Físicas e Recreativas
 
para a Terceira Idade

 

 

RESUMO DO PROJETO

       
       O fenômeno universal do envelhecimento das populações, decorrência do aumento do tempo de vida tem colocado na ordem do dia a questão dos idosos e dos aposentados. Embora a longevidade (processo inevitável e irreversível) constitua uma notável conquista da ciência, todas as pessoas sensatas são unânimes em afirmar que mais importante do que ter a existência prolongada é envelhecer com dignidade e qualidade de vida.
        O presente projeto constitui em um conjunto de atividades teóricas e práticas para os idosos, residentes na cidade de Uberlândia e região, estando na faixa etária de 50 anos acima. As atividades corporais e os movimentos expressivos são características preponderantes para este trabalho que se propõe a realizar. Dentre as atividades desenvolvidas há predominância das realizadas em meio aquático através da Hidroginástica e da Natação.
        E um projeto idealizado e realizado, tanto por estagiários como por professores do Curso de Educação Física da UFU – Universidade Federal de Uberlândia, e tem como finalidade estimular a participação ativa e dinâmica da comunidade, buscando minimizar o estigma a que sempre estão submetidos e a valorizar as potencialidades de cada participante.
        Para a realização do projeto busca-se um trabalho interdisciplinar (Psicologia, Medicina Clínica, Educação Física, Fisioterapia), onde cada segmento contribui para o enriquecimento e a valorização dessa iniciativa, com aplicação dos conhecimentos específicos de cada área.
        Para uma maior integração entre pares e melhor apreensão do conhecimento acerca das possíveis alterações orgânicas, psicológicas, fisiológicas, funcionais na clientela é que se busca realizar a SEMANA DO IDOSO, momento este destinado a discutir, analisar e refletir sobre temáticas que envolvem o processo de envelhecimento.
        Como parte do trabalho do projeto AFRID, realiza-se atividades físicas adaptadas bem como atividades artísticas e recreativas em cinco Instituições de Longa Permanência para Idosos em Uberlândia.
        Que numa ação conjunta, lutemos contra a marginalização do idoso, sujeitos promotores da nossa HISTÓRIA. 
 
 

 INTRODUÇÃO

 
Não tenho caminho novo.
O que tenho de novo é
o jeito de caminhar. 
[Thiago de Mello]
 
        O tempo é um fator decisivo na transformação da realidade, da sociedade e do próprio homem. A velhice surge, atualmente, como uma vitória sobre o tempo – tempo que se transforma em longevidade.
        Neste final de milênio são muitos os desafios que povos e governos enfrentam para a construção de uma sociedade mais humana e igualitária. O fenômeno universal do envelhecimento das populações, decorrência do aumento do tempo de vida, tem colocado na ordem do dia a questão dos idosos e dos aposentados. Embora a longevidade constitua uma notável conquista da ciência (processo inevitável e irreversível), todas as pessoas sensatas são unânimes em afirmar que mais importante do que ter a existência prolongada é envelhecer com dignidade e qualidade de vida.
        A população idosa que até então consistia em uma minoria e era preterida em função de outras faixas etárias, passou a ser alvo de preocupação e atenção por parte dos governos de vários países, estudiosos e pesquisadores. Essa emergente e preocupante realidade exige busca de solução imediata dos profissionais de todas as áreas, pois diferentes são as necessidades desse segmento populacional que nas últimas décadas vêm se avolumando aceleradamente. Sabe-se que cada vez mais uma parcela desses sujeitos está envelhecendo com maiores condições sócio-econômicas, e, portanto estão também buscando dar novo sentido e significado à essa nova etapa do curso de vida. Nesse sentido, as diferentes concepções que orientam esse novo contexto, juntamente com a implementação de novas linhas de ação estão redimensionando o olhar sobre o processo e, criticamente, ampliam e complexificam o campo de estudos sobre a velhice.
        Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto responsável pelo Censo Demográfico do país, em 1970 o Brasil contava com 4,7 milhões de pessoas com mais de 60 anos (o que representava 5,05% da população total); em 1980 já eram 7,2 milhões (6,06%); em 1991, a população de idosos cresceu para 10,7 milhões (7,30%).
        No final desse século 13.914.371 idosos compõem o quadro populacional geral, ou seja, 1 em cada 18 brasileiros terá 65 anos ou mais. A projeção para o ano de 2020, quando a esperança de vida estiver alcançando 75,5 anos, a população será formada por cerca de 23,5% de jovens e 7,7% de idosos, ou seja, será composta por 16,2 milhões de idosos - 1 em cada 13 pertencerá à população idosa (Camargo, 1995; Berquó, 1996; Chamowicz, 1998). A estimativa para o ano de 2025 é de que tenhamos um aumento de cinco vezes da sua população geral e de 25 vezes da sua população idosa. Por volta de 2080 a proporção de jovens e idosos deverá se estabilizar, com respectivamente 20% e 15% do total (Camarano, 1988).
        Em menos de 20 anos o Brasil passou de 16o para 10o lugar entre os países de maior população idosa do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que em 25 anos chegaremos a ter 15% de idosos da população total, como já é possível verificar nos países da Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e no Japão, nos quais o envelhecimento populacional seguiu um lento processo em virtude da cobertura dos sistemas de proteção social e melhoria das condições de habitação, alimentação e trabalho. (Kalache, 1991; Veras, 1991). A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que o Brasil, em poucas décadas (por volta do ano 2020), tende a ser o país mais envelhecido da América Latina e, ainda, o 6o país mais idoso do mundo, com 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Vale ainda ressaltar que o envelhecimento populacional brasileiro tem discrepâncias numéricas quando se analisa esse contingente por Estado, como demonstra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 1998 - Microdados (IBGE, 1999). O Estado de São Paulo consta hoje com 3.342.152 milhões de pessoas com mais de 60 anos e Minas Gerais com 1.563.984 milhões de idosos ganhando, inclusive, do Estado do Rio de Janeiro com 1.528.492.
        Observa-se que essa realidade mineira está representada pela realidade uberlandense, na qual o fenômeno da longevidade também se confirma. A população de Uberlândia é de 500 mil habitantes. Em 1996 o município contava com 32 mil idosos (acima de 60 anos), segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de Uberlândia. Para o ano de 2003 estima-se uma população idosa próxima a 43 mil.
        Esse crescimento da população idosa e o aumento da longevidade vêm acarretando importantes repercussões nos campos social e econômico, bem como cultural e educacional do município, não fugindo, portanto, à tendência geral em todo o país. Nessa perspectiva, pode-se dizer que o contingente idoso na realidade mineira caracteriza, comporta e retrata, em termos quantitativos, a realidade brasileira.
        Felizmente, está aos pouco aumentando, mesmo que lentamente, a consciência crítica sobre as questões que envolvem o envelhecimento, principalmente por intermédio da Lei 8.842 que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso que abarca áreas fundamentais como saúde, previdência, educação, família, moradia, cultura, esporte e lazer.
        Entre a população de mais idade, observa-se uma crescente demanda por educação (entendida aqui como qualquer atividades que possa enriquecer ou promover maior qualidade de vida), justamente por parte dos segmentos que envelheceram a margem e ainda vêem nela um instrumento para ascensão social e de promoção de conhecimento.
        De olho nessa nova realidade, professores de Educação Física e estagiários da Universidade Federal Uberlândia desenvolvem o projeto AFRID – Atividades Físicas e Recreativas para a Terceira Idade. Este acontece tanto no Campus da Faculdade de Educação Física quanto em Instituições Asilares.
        O projeto atende, semanalmente, um total de 450 pessoas idosas, com mais de 50 anos no Campus e mais de 200 internos em abrigos situados em diferentes localidades da cidade. As atividades acontecem três vezes por semana com duração de 60 min cada sessão.
        Uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos tentam amenizar os problemas de saúde física e emocional mais comuns na velhice, pois a saúde é uma situação de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.
        A verdade, é que, nunca se deu tanta importância à prática de atividades físicas como nas últimas décadas. Seus benefícios e efeitos positivos com relação ao bem-estar e à competência comportamental são indiscutíveis. Há evidências de que essas atividades têm implicações sobre a qualidade e a expectativa de vida. QUALIDADE DE VIDA é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto de cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Na velhice, de forma geral, as atividades físicas, realizadas regularmente, não somente favorecem a capacidade de resistência e flexibilidade, mas também facilitam a velocidade psicomotora, a coordenação, o desempenho neuropsicológico, o controle postural, além de proporcionar a socialização e a sensação de bem-estar.
        Dessa forma, a Universidade, através de seus projetos extensionistas e de prestação de serviços, acaba cumprindo um papel primordial para a melhoria da qualidade de vida desses sujeitos quanto ao que se refere a formação de profissionais competentes para atuarem tanto no campo da geriatria, como da gerontologia, e, ao mesmo tempo incentivar estudos e pesquisas sobre o envelhecimento humano.
        Busca-se, através de diferentes modalidades físicas e recreativas proporcionar momentos de descontração, interação entre grupos, desinibição, socialização entre pares. As atividades tendem ser interessantes, desafiantes e levam a novas descobertas. Os idosos passam a apresentar atitudes positivas perante a vida, a ter mais confiança, maior auto-estima e uma vida mais saudável, com uma sensação de bem-estar pelos benefícios proporcionados pelas experiências corporais.

 

 

JUSTIFICATIVA

       
       Segundo Simone de Beauvoir (1990), o grau de civilização de uma determinada sociedade pode ser medido pelo tipo de tratamento dispensado a seus velhos. Se em algumas sociedades do passado os idosos foram tratados de modo até cruel, é bem verdade, como assegura essa pensadora, que em outras eles desfrutaram de carinho e respeito. Se quisermos alcançar a modernidade e o desenvolvimento certamente teremos não apenas que amparar a infância e a juventude, mas avançar muito nas políticas de atendimento à velhice.
        Entre as instituições, governamentais ou não, que direta ou indiretamente tem responsabilidades, maiores ou menores, no que tange ao atendimento das necessidades dos idosos está, sem dúvida, a Universidade. Essa, por sua vez tem como função, a priori, a formação de profissionais competentes para atuarem tanto no campo da geriatria, como da gerontologia, e, ao mesmo tempo incentivar estudos e pesquisas sobre o envelhecimento humano. Outra função bastante influente refere-se a prestação de serviços à comunidade, no caso específico a comunidade de idosos, clientela que vem ganhando alta visibilidade no cenário social, por meio das mais variadas formas e estratégias de atuação.
        À Universidade, instituição responsável pela formação acadêmica e profissional dos seus alunos, competiria a função de incluir, como bem ressalta a Lei 8.842, no inciso III, na letra c, a gerontologia e a geriatria como disciplinas curriculares nos cursos superiores, para que mais pessoas tomem conhecimento das questões que envolvem o envelhecimento, podendo servir também de auto-conhecimento, bem como especialização em cursos de formação profissional mais diretamente relacionadas com o processo, tais como as áreas de ciências biomédicas, ciências humanas e educação. Essa reformulação demanda projetos especiais e mais complexos, desenvolvidos a médio e longo prazo, pois essa reestruturação interfere nos currículos dos diferentes cursos devendo ser assumidos pelas respectivas áreas.
        Entretanto, quando se trata de prestação de serviços à comunidade, é possível se pensar em propostas imediatas e de aplicação em curto prazo capaz de trazer benefícios concretos à categoria social representada pelos idosos em diferentes aspectos de suas vidas. Por esse intermédio pode-se levar os indivíduos a conhecerem melhor sua própria condição, tanto nos aspectos de saúde física e mental, situação sócio-econômica, cultural, de lazer, etc, assim como lhes abrir perspectivas de organização política com vistas à defesa de direitos já conquistados e de lutas para obtenção de outros.
        Na perspectiva de um envelhecimento bem-sucedido, não há como negar os benefícios da prática regular e moderada da atividade física, pois ações ligadas à adoção de ritmo de vida mais ativo, diretamente relacionado à exercícios corporais favorecem, em última análise, melhoria da autonomia, da saúde física e psicológica, do bem-estar geral do idoso, auxiliando, na maioria das vezes a reconhecer-se como Ser singular.
        Acreditando nessa proposta de atuação e nas potencialidades dessa clientela, a Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia vêm desenvolvendo desde 1989, um amplo programa de atividades físicas e ações recreativas que atende todo o município e, têm como metas proporcionar o bem-estar físico, social e emocional dos participantes. Também compõem nosso quadro de intenções utilizar esse espaço para a pesquisa bem como preparar recursos humanos, com embasamento teórico-prático para o trabalho com idosos. Além das atividades desenvolvidas no próprio Campus, propomos um trabalho com cinco Instituições de Longa Permanência para Idosos para um atendimento mais específico e adaptado aos velhos mais fragilizados (idade variando entre 60 e 108 anos). Todos os núcleos já existentes e, ainda, os que estamos propondo realizar neste projeto atendem pessoas da Terceira Idade com situação sócio-econômica baixa ou mesmo, deficitária. Entretanto, esse é o nosso compromisso profissional.
        Por acreditar que a atividade física e o movimento espontâneo são realidades indissociáveis e que se realizam harmoniosamente, é que se propõe o desenvolvimento desse projeto, no qual os idosos possam realizar a mais pura expressão da vida. Para tal, busca-se através da recreação e das atividades físicas, reeducar a população para a valorização do seu desempenho e de suas potencialidades em todos os segmentos: psíquico, social, político e econômico. Estas atividades favoreçam a descontração e propicia a todos, momentos de liberação, de cooperação, de interação, de criatividade e de aquisição de conhecimentos, contribuindo em muito para a vida em grupo.
       Enfim, por acreditar que o requisito fundamental para uma boa velhice é a preservação do potencial para o desenvolvimento do indivíduo e, que este pode ser estimulado e aprimorado dentro dos limites de plasticidade individual permitida pela idade e estabelecida por condições individuais de saúde, estilo de vida e educação, é que se enquadra uma proposta de atuação como esta – a conquista da longevidade, da velhice bem-sucedida com verdadeira qualidade de vida.
 
 
OBJETIVO GERAL
       
        Proporcionar atividades físicas em diferentes modalidades, com abordagem recreativa, bem como palestras e estudos de cunho informativo para a comunidade de Uberlândia e região, estando na faixa etária acima de 50 anos, visando a melhora da qualidade de vida, o bem estar físico, social e emocional dos indivíduos.
 
 
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 
      Minimizar os efeitos negativos que a velhice causa no idoso (desvalorização física, econômica e social).
 
      Propiciar aos professores e acadêmicos do Curso de Educação Física da UFU, um embasamento teórico e prático para o trabalho com indivíduos da Terceira Idade.
 
      Vincular comunidade e Universidade, resgatando os papéis de produtora de conhecimento e sensora de problemas sociais desta.
Ampliar os conhecimentos acerca da problemática dos idosos, contribuindo com propostas para a resolução da mesma.
 
      Promover momentos de descontração, de interação entre grupos, de desinibição, de socialização entre pares, de movimentos expressivos realizados de forma prazerosa, com atividades interessantes, desafiantes e que levam a novas descobertas.
 
      Propor atividades físicas adaptadas às reais necessidades dos idosos, favorecendo desta forma, a melhora da auto estima, do equilíbrio da destreza motora, levando-os a ter mais confiança nas suas potencialidades.
 
      Provocar através de atividades estimulantes e desafiantes a socialização e a auto confiança diante de suas capacidades, proporcionando novo ânimo para bem viver.
     Promover discussões entre profissionais e a comunidade acadêmica a respeito das necessidades do idoso e da população em geral, da prática de atividades físicas regularmente orientadas.
 
      Favorecer um atendimento fisioterápico no setor da fisioterapia com utilização de aparelhos apropriados.
 
       Realizar atendimentos nas Instituições de Longa Permanência para Idosos buscando maior qualidade de vida e bem-estar para aqueles que ali vivem.
 
 
 

ATIVIDADE PROPOSTAS:

 

NO CAMPUS DA EDUCAÇÃO FÍSICA:

 

        Há uma grande flexibilidade na escolha das atividades a serem desenvolvidas. O tipo de exercício prescrito deve encontrar aceitação e satisfação da pessoa ao praticá-lo, de forma a evitar um futuro abandono e a perda dos benefícios adquiridos por este.

  • Hidroginástica – É uma atividade aeróbia que envolve um grande grupo de músculos em movimentos repetitivos, sem exigir o máximo do corpo, permitindo assim, a sua realização por longos períodos de tempo. Independente do grau de aptidão física, o objetivo maior é o condicionamento físico, com reeducação respiratória. Serve para melhorar a postura, a coordenação motora e o equilíbrio. Aumenta também a capacidade de resistência ao estresse e melhora o relaxamento. A hidroginástica é a atividade mais procurada pelos idosos no Campus da Educação Física. O projeto AFRID utiliza de uma metodologia específica, na qual os idosos praticam 15 dos 60 minutos de aula, atividades fora da água aliando o esforço físico ao peso da gravidade corporal.

  • Natação – É uma atividade indicada para todos os idosos. Para aqueles que dominam os movimentos na água é uma das melhores formas de aumentar a capacidade cadiorespiratória e o idoso deve nadar o estilo que mais lhe traga prazer.

  • Caminhada -O melhor exercício aeróbico para idosos, sem dúvida é a caminhada, por não implicar em riscos maiores à saúde, por adequar-se a cada caso, além de não haver uma necessidade de revisão médica para quem é saudável. Por ser um exercício aeróbico, de baixa intensidade e longa duração, a caminhada traz diversos benefícios à saúde. A caminhada realizada em grupo é mais atraente para o idoso. Aumenta a socialização e o controle do cansaço é mais efetivos, pois os idosos fiscalizam uns aos outros e não deixam que o companheiro ultrapasse os limites.

  • Musculação – Ginástica em Aparelhos: Na atualidade, é a atividade física mais indicada para aqueles que querem obter um rápido resultado em curto prazo de treinamento. Os benefícios na saúde e na qualidade e vida dos idosos são valorosos, pois melhora a função neurológica, aumenta a resistência e a força muscular localizada e os efeitos positivos no metabolismo energético; melhora o equilíbrio e a coordenação nas atividades de vida diária, favorece a socialização, melhora a auto-estima e autoconfiança, reduz a perda do tecido ósseo e muscular e acima de tudo promove alivio nos sintomas da depressão.

    - Jogos Coletivos – Voleibol: auxilia na coordenação motora, na velocidade de reação, no equilíbrio estático e dinâmico, na noção espaço-temporal e nas relações entre pares.
     
     
    - Ginástica Localizada:  Nessa modalidade os exercícios são realizados de forma localizada e repetitiva para maior fortalecimento e rendimento corporal. Sua prática orientada e regular proporciona à pessoa idosa uma melhora significativa do sistema cardiovascular bem como maior amplitude articular maior, equilíbrio e melhor postura. È de fundamental importância que seja controlada a intensidade do exercício e sua freqüência semanal de duração
     
    - Fitness: é uma atividade que trabalha o sistema cardiovascular e força funcional como também treinamento muscular e alongamento. Por ser uma atividade física alegre e divertida favorece o desenvolvimento de ações recreativas e a interação social entre os idosos.
     
     
    - Dança de Salão: A dança é uma expressão representativa do corpo, na qual se utiliza movimentos do cotidiano, os interpretando de forma tanto espontânea quanto formalizada, obedecendo o ritmo e a harmonia. Por ter grande aceitação social a dança de salão é bastante praticada obedecendo diferentes ritmos. Essa modalidade desenvolve a capacidade coordenativa, melhora a noção espaço-temporal, melhora a capacidade motora, articular e cadiorespiratória. Retarda o risco de osteoporose, reduz riscos de quedas, aumenta a força muscular, permitindo, assim maior mobilidade e independência. A dança de salão permite envolvimentos amigáveis entre os idosos e a perpetuação das relações, através de diálogos, cooperação corporal e incentivos.
     
    - Esportes adaptados/Jogos recreativos:  Estas atividades são adaptadas ao idoso de acordo com as capacidades motoras e participativa dos idosos. São sempre recreativos e primam pela a coletividade e a cooperação. Promovem uma harmonia entre o fazer descompromissado e o prazer da realização. Além do bem-estar proporcionado pelo movimento alterações como noção espaço-temporal, equilíbrio, velocidade de reação, lateralidade e força muscular podem ser observados com a prática dessa modalidade.
     
     
    - Dança Livre: desenvolve a capacidade coordenativa, melhora a noção espaço-temporal, a capacidade motora, articular e cardiorrespiratória e o eixo de equilíbrio.
     
    Dança Moderna: Através de movimentos e gestos expressivos, as idosas podem explorar o corpo nas mais diversas formas de comunicação, esquecendo o preconceito e a vergonha decorrentes das fórmulas rígidas de uma educação tradicional, na qual os valores sociais sobrepujam os valores humanos. A dança permite, de uma forma específica, relacionar o sistema educativo com a formação corporal e, por isso ela pode beneficiar a pessoa idosa no seu estado mental, na redução das tensões e frustrações e na liberação das emoções reprimidas que se acumulam no cotidiano. O fazer desencadeia o pensamento e o pensamento desencadeia o movimento. Através da espontaneidade e da imaginação improvisa-se movimentos à partir de estímulos diversos.
     
     
    - Dança do Ventre: tonifica e enrijece a musculatura do abdômen, pernas, braços, costas e glúteos, aumenta e ativa a circulação sanguínea, trabalha as articulações melhorando seu condicionamento, proporciona a reeducação postural e maior flexibilidade.
     
    - Informática: modalidade indicada para o desenvolvimento intelectual e mental dos idosos por meio do aperfeiçoamento tecnológico. Favorece a informação rápida, ampliação das redes de relações, conectividade com a contemporaneidade, melhoria da auto-estima e auto-eficácia. As aulas são desenvolvidas em parceria com a ESEBA.
     
     
    - Canto e Coral: modalidade oferecida para desenvolver a voz e a capacidade de canto dos idosos. Induz pensamentos positivos, cria situações que aliviam o estresse, auxilia na liberação de tensões, favorece a convivência grupal e desencadeia o sentimento de bem-estar.
     
    - Língua Estrangeira - Inglês: permite o exercício das potencialidades por meio do exercício da leitura, oralidade e escrita da língua estrangeira, estimula as funções cognitivas, permite o contato com outras culturas, favorece o relacionamento grupal.
     
     
    - Atividades psicossociais: favorece a exposição de conflitos internos, o controle emocional, melhora a auto-estima e o isolamento social e convívio entre pares.
     
    - Aulão: atividade dinâmica e divertida (gincana esportivo-social), realizada a cada semestre, na segunda quinzena, que congrega todos os participantes do programa AFRID.
  • Passeios turísticos na cidade e região e Eventos culturais - teatro, canto, cinema - Visa com estas atividades desenvolver o espírito crítico dos idosos, o gosto pelas artes, o espírito de equipe, a cooperação entre pares, aguçando sua sensibilidade para a história local e regional bem como para o conhecimento da importância do lazer para uma vida saudável e com qualidade.

  • Eventos sociais – Festa do Dia das Mães, Junina e Festa de Natal – São eventos realizados em datas específicas e buscam a confraternização entre todos idosos participantes do projeto AFRID, inclusive aqueles que são abrigados em Instituições de Longa Permanência.

     

NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS:


        As atividades desenvolvidas nas Instituições de Longa Permanência para Idosos
são adaptadas de acordo com as necessidades e condições de cada grupo de idosos – acamados, cadeirantes e ativos. Desenvolvem-se atividades recreativas que variam desde festas, cantigas, recortes, colagens e pequenos jogos motores até exercícios de reabilitação


ASILO SÃO VICENTE E SANTO ANTÔNIO
IDADE DA CLIENTELA: de 60 a 95 anos
ENDEREÇO: Rua Coronel Severiano, 131 B. Centro

LAR ESPÍRITA DE AMPARO AO IDOSO ANDRÉ LUIZ
IDADE DA CLIENTELA: de 60 a 108 anos
ENDEREÇO: Rua Ipanema, 840 B. Copacabana

LAR DO IDOSO SÃO LUCAS
IDADE DA CLIENTELA: de 60 a 108 anos
ENDEREÇO: Rua dos Beijos Brancos, 28 B. Cidade Jardim

FASE - FUNDAÇÃO DE AÇÃO SOCIAL EVANGÉLICA - VER. ADÃO BONTEMPO -
IDADE DA CLIENTELA: de 60 A 96 ANOS
ENDEREÇO: Rua José da Silva Campos, 240 - Santa Luzia

 

 

OBJETIVO DO TRABALHO DESENVOLVIDO NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA:

       O projeto AFRID - Atividades Físicas e Recreativas para a Terceira Idade, estendendo sua proposta de trabalho até às Instituições de Longa Permanência para Idosos visa oferecer atividades físicas bem como atividades recreativas, artísticas, expressiva e de reabilitação para os internos, buscando, dessa forma promover maior bem-estar e qualidade de vida para aqueles que lá se encontram.

ATIVIDADES FÍSICAS DESENVOLVIDAS NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA:

  • Movimentos espontâneos, expressivos e criativos com material alternativo;

  • Músicas e danças folclóricas regionais;

  • Brincadeiras recreativas com ou sem material (bolas de meia, bolas de borracha, balões, bastões, saquinhos de areia, etc);

  • Movimentos corporais para melhora do equilíbrio, plasticidade e força muscular;

  • Cantigas e serestas mineiras;

  • Ginástica cerebral (exercícios para a ativação da memória);

  • Exercícios de coordenação, atenção e destreza motora usando material alternativo;

  • Confecção de instrumentos musicais e utilização em bandinha rítmica;

  • Atividades de psicomotricidade fina para desenvolvimento das habilidades manuais;

  • Atividades de desenho dirigido e espontâneo, colagem, recorte em grandes dimensões;

  • Exercícios de alongamento e posturais (passivo, ativo, em grupo);

  • Atividades calmantes e relaxantes com músicas suaves utilizando colchonetes;

  • Trabalhos manuais: argila e pintura em tecido e papel.

 

ÁREAS DE ATUAÇÃO

 

AVALIAÇÃO MÉDICA:    O projeto prevê que a cada seis meses o idoso apresente um atestado do médico que o acompanha, como forma de prevenção quanto a problemas relacionados a saúde, bem como a sua liberação para a práticas de atividades Físicas.

        A avaliação médica dos idosos das Instituições de Longa Permanência é realizada por cada Instituição.

AVALIAÇÃO FISIOTERÁPICA:     Ao ingressar no projeto, os idosos são encaminhados ao setor de fisioterapia, para uma avaliação completa do perfil postural, plasticidade, mobilidade, equilíbrio estático e dinâmico, bem como do desempenho motor. Inicialmente é feita uma anamnese histórica do quadro clínico que antecede o atual momento.

    A avaliação fisioterápica dos idosos das Instituições de Longa Permanência é realizada por cada Instituição.

ATENDIMENTO FISIOTERÁPICO:     Realizado no setor de fisioterapia do próprio Campus. Os idosos são atendidos em dias alternados às aulas de acordo com os encaminhamentos médicos e/ou fisioterápicos.

ATENÇÃO À HIPERTENSOS:   Realizado no setor de fisioterapia por uma enfermeira, que além de aferir e registrar a pressão arterial dos idosos antes da prática da atividade física, ainda acompanha e intervém encaminhando, caso haja necessidade, para o Hospital de Clínicas da UFU para melhor controle e qualidade do serviço prestado.

ATENDIMENTO PSICOLÓGICO:     Realizado no próprio Campus da Faculdade de Educação atividades desenvolvidas equipe de profissionais e estagiários do Curso de Psicologia. Os encontros são grupais para a realização das atividades psicossociais e acontecem semanalmente com três grupos distintos em diferentes horários para facilitar a participação dos idosos.

 

INFORMAÇÃO SOBRE A CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

       
      Este programa realiza reuniões semanais tanto com os estagiários das Instituições de Longa Permanência para Idosos quanto com os estagiários do Campus da Educação Física a fim de esclarecer possíveis equívocos e complicações no momento da realização das atividades propriamente dito. Promove-se também cursos de extensão e aperfeiçoamento e organização de eventos em parceria com as entidades nacionais de atendimento a idosos, além das disciplinas obrigatórias e optativas no currículo de graduação.

 

 

SELEÇÃO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO AFRID/UFU – Campus da Educação Física

   
         Para a participação no AFRID/UFU, três critérios são adotados:
 
          Ter mais de 50 anos
 
      Não possuir dependência física limitante (com acompanhamento é permitido a participação)
 
       Ter em mãos o atestado de liberação para a prática de atividade física de seu médico particular ou do Posto de Atendimento.
   
        No início de cada semestre abrem-se novas vagas para a Hidroginástica. Há vagas em todas as outras modalidades oferecidas.

 

 

 DISTRIBUIÇÃO DAS TURMAS PARA AS ATIVIDADES

       
       As turmas são mistas e são distribuídas no período da tarde durante toda a semana. No período da manhã apenas alguns horários são disponibilizados. As turmas são formadas obedecendo as características necessárias para um bom desempenho do grupo, podendo diferir quanto ao número de participantes em cada modalidade.
        Nas Instituições de Longa Permanência para Idosos o atendimento acontece de forma individualizada ou em pequenos grupos buscando sempre aproximar os idosos em grandes atividades.
 
 
 
DURAÇÃO DAS ATIVIDADES
       
    Inicialmente as aulas têm em média 30 minutos de duração aumentando, gradativamente para 60. As atividades são oferecidas diariamente cabendo ao idoso participar três vezes por semana.
 
 
 
CLIENTELA ENVOLVIDA
       
      O projeto atende semanalmente, no Campus da Educação Física cerca de 450 idosos da cidade e região, com idades variando entre 50 a 89 anos e nas Instituições de Longa Permanência para Idosos cerca de 200 idosos classificados em acamados, cadeirantes e ativos. Nas Instituições de Longa Permanência, o atendimento acontece de forma individualizada ou em pequenos grupos buscando sempre aproximar os idosos em grandes atividades.
 
 
 

PARCERIAS

       
         A cada ano procura-se promover uma integração entre a Faculdade de Educação Física, outras Unidades Acadêmicas para que numa ação conjunta possamos realizar um trabalho interdisciplinar abrangendo diferentes áreas do conhecimento tais como: Psicologia, Medicina Clínica, Fisioterapia, dentre outros. Procura-se desenvolver na coletividade, um projeto extensionista, no qual cada segmento possa contribuir para o enriquecimento e a valorização dessa iniciativa, com a ampliação e aplicação dos conhecimentos específicos e especializados de cada área.
        Na promoção do evento anual – SEMANA DO IDOSO a parceria é efetivada com o SESC/MG, na pessoa da Diretora Profa. Roseane Cence Lopes..