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Densidade Mineral Óssea (DMO) e Exercício Físico na Terceira Idade

Densidade Mineral Óssea (DMO) e Exercício Físico na Terceira Idade
 
 
     O osso é um dos tipos de tecido que temos em nosso corpo, e, apesar de não parecer, é um tecido vivo que está em constante renovação. Esta consiste em um trabalho equilibrado entre células especializadas que realizam a decomposição deste tecido (matriz óssea), estas células são responsáveis pela reconstrução e fortalecimento do mesmo e recebem o nome de osteoclástos e os osteoblastos respectivamente. A matriz óssea citada anteriormente nada mais é do que o conteúdo ósseo, ou seja, o conjunto das células, da matriz orgânica (fibras colágenas) e dos minerais (cálcio e fósforo). 
     A Densidade Mineral Óssea (DMO) é o resultado deste processo dinâmico de formação do tecido ósseo, é a concentração deste tecido em um determinado volume de osso. Ossos frágeis e quebradiços estão diretamente relacionados com baixa DMO, em contrapartida, ossos fortes e resistentes estão associados com DMO alta. A osteoporose é caracterizada pela diminuição acentuada desta densidade, na qual a matriz e os minerais ósseos são perdidos devido à maior reabsorção óssea em relação à formação, atribuindo ao osso à porosidade e leveza característica. Assim, a manutenção da DMO torna-se importante na prevenção desta doença que acomete principalmente a terceira idade e mulheres após a menopausa.
     E o que podemos fazer para ajudar esta manutenção da DMO para então prevenir ou amenizar os efeitos advindos da terceira idade? Muitas pesquisas realizadas nesta área afirmam que toda e qualquer atividade física que gera estímulo maior que aquele que o indivíduo já está habituado contribui no aumento da atividade das células formadoras de matriz óssea e, consequentemente, no aumento ou estabilização da DMO. E o que seriam estes estímulos? O tipo do exercício, a força muscular e a composição corporal são fatores que interferem na DMO, sendo assim, oferecem estímulos que, dependendo do nível de cada um, auxiliam na manutenção da densidade do osso. Exercícios que oferecem alta sobrecarga gravitacional (grande impacto), como o voleibol e o basquete, e média sobrecarga gravitacional, como o futebol e a corrida, são eficientes para melhorar e/ou manter a densidade do tecido ósseo. Do mesmo modo, indivíduos com músculos fortes geralmente tem ossos mais fortes e resistentes para suportar a força que a musculatura exerce sobre eles. Então, ao contrário do que muitos pensam, a musculação é uma modalidade que é recomendada às pessoas que tem ossos fracos. Contudo, estas devem ser assistidas por médicos e por profissionais da educação física, visto que estes últimos devem prescrever um treinamento adequado para este tipo de população. 
     Vimos que a alta sobrecarga gravitacional é um fator que estimula a formação do osso, igualmente, podemos associar indivíduos com sobrepeso e obesidade à maior DMO em relação a indivíduos com baixo peso ou normal. Isto se explica devido à ação da gravidade ser maior naqueles cuja composição corporal é mais abundante, ou seja, o excesso de peso exerce grande impacto no sujeito que, como já foi dito, é um estímulo para o aumento da densidade mineral óssea. Mas devemos lembrar que pessoas pesadas não necessariamente são obesas ou tem sobrepeso. O peso de um indivíduo também está relacionado à massa muscular deste, e, melhor dizendo, quanto mais massa muscular, mais pesado este indivíduo será. Voltamos assim à musculação que, além de fortalecer a musculatura, induz a hipertrofia do mesmo, aumentando o volume total deste e tornando-os mais pesados. 
     Em conclusão, podemos afirmar que os exercícios que geram maior impacto e que induzem hipertrofia e fortalecimento do músculo e que, consequentemente aumentam o peso do indivíduo, são mais eficientes em estimular a formação do tecido ósseo e aumentar a densidade mineral óssea que aqueles que causam menor estímulo do que o indivíduo está acostumado. 
 
Lorena Marques Vieira
Contato: lo.mv17@hotmail.com